Revista Parágrafo: Inovando a arquitetura urbana 

15/05/2017

Na capital de SP, Berrini One recebe prêmio Master Imobiliário por sua inovação

Erguido pela construtora Bueno Netto com vista para o Rio Pinheiros, na capital paulista, o edifício Berrini One está situado no ponto de convergência entre a Vila Olímpia, as avenidas Engenheiro Luís Carlos Berrini e dos Bandeirantes e a Marginal Pinheiros, região corporativa nobre de São Paulo.

O projeto desta edificação explora o escalonamento e a marcação das juntas, definindo planos que ressaltam essas camadas. A fachada voltada para a rua apresenta uma curva suave, tirando partido da face com insolação mais favorável, no eixo leste-oeste. Nas fachadas leste e oeste, alguns terraços propiciam sombreamento e enfatizam a verticalidade do edifício. As calçadas mais largas, com grandes áreas verdes ao longo das mesmas, proporcionam um espaço amigável e amenizam o impacto causado pelas avenidas de alto tráfego.

O sistema de controle de acesso é totalmente automatizado, sem recepção, e feito por tecnologia de reconhecimento facial e QR Code. Este é com certeza, um dos principais diferenciais. O Berrini One é o primeiro mega edifício corporativo do Brasil a ter essa tecnologia, de origem israelense, que é interligada ao sistema de chamada dos elevadores. Ou seja, não é mais necessário o uso de crachás para o acesso. Todo o controle de fluxo ocorre pela identificação da face do usuário. Já os visitantes recebem um QR Code nos seus smartphones antecipadamente ou emitido no totem no edifício. É um sistema similar aos check-ins de aeroportos e que, no caso do Berrini One, permite o acesso ao edifício. Uma solução que contribui para um melhor planejamento logístico e permite um fluxo mais intenso e tranquilo de pessoas.

A preocupação com a natureza esteve no projeto desde o planejamento à entrega final do Berrini One. Um processo que abarca a definição do terreno, a definição do paisagismo, a escolha dos materiais e equipamentos utilizados nas obras, bem como os processos de consumo de energia. São 4.200 m² de área verde em pleno local de trabalho. O terreno onde a torre foi construída tem 10.966,54 m² de área total. Isso significa que 38% da área total do terreno foi destinada para a implantação de jardins com espécies nativas e adaptadas ao clima da região. O Berrini One é uma obra cujo alto desempenho ambiental é reconhecido com a certificação Leed Gold concedida pela GBC Brasil. Este projeto do escritório Aflalo/Gasperini Arquitetos, somado às obras de arte de artistas renomados, área verde de 4.200 m² e execução esmerada da BN Engenharia estabeleceu um novo marco da arquitetura e construção em edifícios corporativos em São Paulo e no Brasil. Toda equipe envolvida sentiu-se honrada em participar do projeto e orgulhosa com seu resultado final. Todos aqueles que trafegam pelo viaduto República da Armênia podem vislumbrar a grandiosidade e beleza desse edifício, que estabeleceu um novo patamar de excelência e beleza no skyline desta grande cidade.

João Mattei, diretor-geral da BN Engenharia: “A importância do Berrini One para a cidade de São Paulo já foi reconhecida pelo setor da construção civil em 2015, ano em que a torre foi concluída e entregue pela BN Engenharia. A obra foi vencedora do 21º Master Imobiliário na categoria “Empreendimento Comercial”, uma das premiações mais importantes do mercado brasileiro. A obra foi reconhecida como um empreendimento comercial que reúne inúmeros atributos e, nas palavras da comissão julgadora, o Berrini One é um novo marco na paisagem urbana da capital paulista. É possível dizer que o legado do Berrini One para São Paulo é a descoberta de novas possibilidades de arquitetura, engenharia e construção, a recriação da paisagem e a reinvenção do espaço urbano. Uma visão que se alia à tecnologia de ponta e conforto proporcionados aos usuários e visitantes com absoluto respeito ao meio ambiente e às soluções econômicas sustentáveis” afirma.

Roberto Aflalo Gasperini Filho Arquiteto responsável pela planta arquitetônica, explica que todo projeto desse porte, eleva um tempo para madurar. “Foram feitos vários estudos, nós tínhamos prédios mais baixos com planta maiores. Mudamos o programa e acabamos consolidando o produto, e tínhamos 3 tamanhos diferentes de pavimentos, isso tinha 2 objetivos,1 era conseguir um prédio que tinha uma presença, e 2, que fosse mais alto, que ficasse no começo da avenida Bandeirantes, um ponto bastante importante. De uma certa forma com lajes diferentes, um projeto mais alternativo para um mercado de escritórios. Uma laje dividida em 4 por exemplo, uma com equivalência de um quarto, e por isso permitiu um grande pavimento com térreo, incluindo um grande paisagismo e esculturas. Contudo, é um projeto que demorou por volta de 3 anos para sua execução.”